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Acesso em 19/05/2024 às 05h26.

CREA-PA participa de 6º Seminário Internacional de Acessibilidade

A programação do encontro tem como foco diversas questões relacionadas aos acesso das pessoas com mobilidade reduzida em espaços da área urbana e rural. Durante o Seminário são apresentados também, resultados de fiscalizações integradas de acessibilidade realizadas pelo Conselho paranaense.

11 de maio de 2023, às 10h26 - Tempo de leitura aproximado: 4 minutos

Com o propósito de ampliar o debate entre os profissionais e a sociedade civil sobre questões ligadas à acessibilidade, o Crea-PR realiza, nos dias 10 e 11 de maio, o 6º Seminário Internacional de Acessibilidade: Uma responsabilidade profissional. A presidente do CREA-PA, engenheira Adriana Falconeri e o conselheiro, engenheiro Irandir Diniz, participam do evento.

A programação do encontro tem como foco diversas questões relacionadas aos acesso das pessoas com mobilidade reduzida em espaços da área urbana e rural. Durante o Seminário são apresentados também, resultados de fiscalizações integradas de acessibilidade realizadas pelo Conselho paranaense.

“Precisamos iniciar a discussão sobre acessibilidade e as responsabilidades dos profissionais no nosso estado. Vamos refletir se estamos fazendo nossa parte, se estamos discutindo sobre o ir e vir de tantas pessoas, se estamos projetando e executando serviços técnicos adequados. A acessibilidade na construção civil é muito mais do que uma obrigação. É responsabilidade de cada um”, ressalta a presidente do CREA-PA, engenheira civil Adriana Falconeri.

“A acessibilidade é um tema de grande relevância e que sempre está presente nos assuntos tratados no nosso sistema profissional, sendo entendido com toda a seriedade e o comprometimento que são necessários para que todas as obras e serviços executados tenham impactos positivos nesse sentido”, ressalta o gerente da Regional Curitiba do Crea-PR, Eng. Agr. Eduardo Ramires.

Representando o procurador geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná, a Doutora Melissa Cachone Rodrigues diz que, “cada vez que é levantada uma suspeita de irregularidade, ela pode ser averiguada junto com a equipe do Crea, que emitirá um relatório que será usado para análise do Ministério e tomada de providências cabíveis. Essa pareceria acontece graças ao trabalho dos valorosos profissionais do Crea. Acredito que muitos aqui tenham um sonho e o sonho quando se realiza transcende o sonhador, então, acredito que aqui estamos trabalhando em prol de um objetivo muito maior. Cada um de nós, desempenhando seu papel, pode dizer sim a esse sonho possível de Acessibilidade”.

Cidades que caminham

A palestra magna com o tema Cidades que Caminham: acessibilidade no direito à cidade e à qualidade de vida foi ministrada pela Eng.ª Civ. Paula Teles, de Alvarenga, Arouca, Portugal. Ela é especialista de Mobilidade e desenho urbano e Mestre em Planejamento e Projeto do Ambiente Urbano. Fundadora e CEO da MPT, empresa pioneira em Portugal em mobilidade urbana inclusiva. Foi presidente e Fundadora do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade; vereadora em Penafiel, perto do Porto; coordenadora da Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos; presidente da Rede Portuguesa Cidades de Excelência e da Comissão Técnica de Acessibilidade e Design Universal do Governo Português; membro da Comissão de Peritos do Fórum “Pensar as Cidades Século XXI”; promotora do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia da União Europeia. Atua como professora universitária; é presidente da Rede Cidades e vilas que Caminham; membro do Conselho Não Executivo de Especialistas da Visão Zero 2030 do Governo de Portugal; coordenadora de Mobilidade Urbana Sustentável e desenho urbano; membro da Assembleia de Representantes da Ordem dos Engenheiros de Portugal, entre outras atividades.

A engenheira destacou a importância da visão holística das cidades. “Não temos liberdade se não tivermos acessibilidade”, diz. A acessibilidade tem a ver com infraestrutura, mas isso não é só a parte física, ela explica que o projeto Cidades que caminham refere-se a cidades que permitem caminhar, permitem o direito de ir e vir com liberdade e sem barreiras.

Ela mostrou a cidade segregada pelas grandes infraestruturas e a transformação que a acessibilidade traz para elas com “pontes”, formas e estruturas novas que ligam o que está separado. Na realidade, os “desafios da acessibilidade na cidade são desafios do direito das pessoas, de todos, à acessibilidade e mobilidade”, declara.

Teles mostrou então exemplos reais de como o projeto Cidades que caminham tem atuado em Portugal, o diagnóstico das barreiras urbanísticas e arquitetônicas, elaboração de planos de acessibilidade após a localização de pontos de problemas. Com essa análise é possível tomar as decisões mais acertadas para a implantação das melhorias, de forma mais assertiva, sabendo onde devem ser feitas e o custo.

Finalizando, ela mostrou boas práticas de acessibilidade em cidades portuguesas. Uma grande novidade foi a estruturação de itinerários turísticos acessíveis, um projeto chamado Turismo for all, que possibilita conhecer e visitar cidades portuguesas que têm acessibilidade. Em seguida a plateia fez perguntas sobre responsabilidade das calçadas, mobilidade em cidades montanhosas e como fazem em Portugal para ouvir as necessidades das pessoas com deficiência e contemplá-las nos projetos.