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Acesso em 14/07/2024 às 02h29.

Inteligência artificial e metaverso: futuro da Engenharia em debate

Na tarde do último dia da 78ª Soea, o futuro da Engenharia esteve no centro dos debates. Os temas inovação, comunicação, Metaverso e Inteligência Artificial e como estes têm relação com a engenharia foram o centro dos debates na Arena Chimamango. O conteúdo foi sugerido pelo Crea Júnior, e aprovado pela Comissão Organizadora do evento.

17 de agosto de 2023, às 8h48 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Na tarde do último dia da 78ª Soea, o futuro da Engenharia esteve no centro dos debates. Os temas inovação, comunicação, Metaverso e Inteligência Artificial e como estes têm relação com a engenharia foram o centro dos debates na Arena Chimamango. O conteúdo foi sugerido pelo Crea Júnior, e aprovado pela Comissão Organizadora do evento.

Andrea Iorio, especialista em transformação digital, ex-diretor do Tinder na América Latina e chief Digital Officer da L’Oréal abriu a tarde conceituando inovação. “A forma como os engenheiros trabalham hoje é diferente da forma como trabalhavam há 30 anos e é diferente de como trabalharão amanhã. A mudança é inevitável e temos duas opções: sermos espectadores ou protagonistas”. Para exercer papel de protagonismo, o profissional citou duas atitudes necessárias: transformação cognitiva e transformação comportamental. “Mais do que responder às dores dos clientes, é necessário antecipá-las. Para isso, é preciso coletar dados de forma correta e no tempo correto”, orientou Andrea, que também deu dica sobre como aumentar a criatividade: espaço para o ócio criativo.

Felipe Fox, professor da UFRJ, influencer, especialista em marketing digital e infoprodutos, começou a palestra convidando a plateia a refletir sobre as próprias atividades no mundo digital. “Um Metaverso é um espaço digital 3D compartilhado, em que pessoas interagem, colaboram e criam, simulando uma realidade alternativa”, conceituou o pesquisador, para falar sobre a importância da presença dos profissionais nesta realidade. Em seguida, utilizou como exemplo a modelagem de projetos no Metaverso, por meio da criação e visualização de projetos em ambientes digitais compartilhados. Isso possibilitaria uma comunicação mais abrangente e virtual, causando um impacto multissetorial. Para finalizar, Fox apresentou um ambiente Metaverso, e citou exemplos de como os profissionais poderiam utilizá-lo. “A criação de um ambiente que comporte 30 pessoas seria em torno de R$ 8 mil a R$ 10 mil reais, com o valor de manutenção de US$ 50”, informou, após questionamentos da plateia.


O eng. mat. Felipe Cunha, CEO da Beupse startup, que desenvolve plataforma de Metaverso focada no mundo coorporativo e na construção civil, apresentou as ferramentas que vislumbra que serão utilizadas futuramente, como óculos e lentes de contato conectadas ao Metaverso e chips cerebrais. Por isso, ele observou, as empresas e os profissionais precisam estar atentos para incorporarem as novas realidades às suas atividades e, dessa forma, não ficarem obsoletos para o mercado. Especificamente para a Engenharia, Cunha apresentou softwares que vêm sendo utilizados, como os que fazem design em 3D. “Muitas vezes, no nosso trabalho, fazermos as coisas do mesmo jeito porque elas são feitas assim desde sempre. Saiam da caixa, busquem novidades, façam amigos. É assim que vamos inovar”

Fonte: Notícias Confea