Marca do CREA-PA para impressão
Disponível em <https://creapa.org.br/engenharia-militar-crea-pa-reconhece-a-atuacao-estrategica-dos-profissionais-na-defesa-e-na-infraestrutura-do-brasil/>.
Acesso em 03/08/2026 às 20h06.

Engenharia Militar: CREA-PA reconhece a atuação estratégica dos profissionais na defesa e na infraestrutura do Brasil

Nesta segunda-feira, 3 de agosto, é celebrado o Dia do Engenheiro Militar. O Sistema CONFEA/CREA parabeniza todos os profissionais que contribuem para a defesa, a segurança e o desenvolvimento do Brasil.

3 de agosto de 2026, às 14h08 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Eng.ª Ambiental e de Segurança do Trabalho, Clisia Duarte..

Os engenheiros militares são responsáveis por prestar apoio às atividades operacionais do Exército. Além de atuarem na defesa do país em situações de conflito, também desempenham um papel preventivo em tempos de paz, colaborando para a solução de desafios relacionados à infraestrutura e ao desenvolvimento nacional.

A equipe de Comunicação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA-PA) entrevistou profissionais que têm o privilégio de servir ao país — um dos diferenciais da Engenharia Militar.

ASCOM CREA-PA – O que é exatamente a Engenharia Militar e qual é sua principal função?

Eng.ª Ambiental e de Segurança do Trabalho, Clisia Duarte – Para nós, engenheiros, a Engenharia Militar é a aplicação prática de toda a nossa bagagem técnica para garantir a defesa, a segurança e o desenvolvimento do país. Na prática, nossa principal função é dar suporte e viabilizar missões. Isso significa garantir a mobilidade das tropas por meio da construção de pontes, estradas e pistas de pouso, inclusive nas regiões mais isoladas; assegurar a proteção de estruturas; e fornecer todo o apoio de infraestrutura necessário. Em locais de difícil acesso, é a Engenharia Militar que abre caminhos e fortalece a presença do Estado.

“Como engenheira ambiental, sou responsável pela gestão ambiental de todos os quartéis do Comando Militar da Amazônia Oriental. Meu dia a dia é dinâmico e voltado à sustentabilidade e à conformidade legal. Atuo desde o gerenciamento de resíduos sólidos e o tratamento de efluentes até o monitoramento da qualidade da água e da eficiência energética dessas organizações militares”, afirmou Clisia em entrevista.

A engenheira também destacou os desafios enfrentados durante o desenvolvimento das atividades.

“Os principais desafios, sem dúvida, são a logística e as distâncias continentais da nossa região. Gerenciar a área ambiental de quartéis espalhados pela Amazônia Oriental significa lidar com locais que, muitas vezes, só são acessíveis por barco ou avião. Garantir que um sistema de tratamento de água ou uma coleta de resíduos funcione adequadamente no interior do estado exige engenharia de ponta e muito planejamento. O clima também é um desafio constante: as chuvas intensas da nossa região exigem que estejamos sempre um passo à frente na manutenção e na preservação das estruturas”, ressaltou.

ASCOM CREA-PA – Em relação à segurança da população, qual é o papel dos engenheiros em situações de desastres naturais e ações de ajuda humanitária?

Eng.ª Ambiental e de Segurança do Trabalho, Clisia Duarte – Nessas situações, a Engenharia é o braço forte que contribui para restabelecer a ordem e a dignidade das pessoas. Em casos de desastres ou crises humanitárias, nosso papel é atuar de forma imediata, garantindo o suporte à vida e a rápida reconstrução das áreas afetadas.

Sob a perspectiva da Engenharia Ambiental, a prioridade absoluta é assegurar o saneamento básico emergencial e o acesso à água potável, evitando a ocorrência de surtos de doenças. Também atuamos na avaliação dos riscos de contaminação e na implantação da infraestrutura necessária para os abrigos. Unimos a agilidade da Engenharia Militar ao cuidado técnico e ambiental para proteger as pessoas e mitigar os impactos sobre a natureza.

Como chefe da carteira de meio ambiente, ressalta o compromisso frente as operações. “Meu maior aprendizado aqui é a importância do planejamento estratégico e da resiliência. A Engenharia Militar nos ensina a trabalhar com disciplina, antecipar problemas e entregar soluções complexas com máxima eficiência. Além disso, compreendi, de perto, que proteger a Amazônia é parte essencial da nossa soberania”, disse.

Dessa forma, além de suas missões clássicas de apoio ao combate em situações de guerra, a Engenharia Militar tem ampliado sua atuação e contribuído diretamente para a solução de desafios relacionados ao desenvolvimento do país.

O Sistema CONFEA/CREA parabeniza todos os engenheiros militares por fazerem parte da nossa história e colaborarem ativamente para o desenvolvimento e o crescimento do Brasil!

Texto: André Arnaud (ASCOM CREA-PA).
Fotos: Arquivo Pessoal.