Saneamento em pauta: Encontro Estadual reúne engenheiros para enfrentar desafios nos 144 municípios do Pará
Promovido pelo Sistema CONFEA/CREA-PA e Mútua, em parceria com a Associação dos Engenheiros Sanitaristas do Pará (AESPA), o evento teve como tema central “Oportunidades, desafios e perspectivas para atuação no saneamento nos 144 municípios do Pará”.5 de fevereiro de 2026, às 13h12 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Nos dias 2 e 3 de fevereiro, foi realizado um amplo debate sobre o futuro do saneamento básico no Pará. O Encontro Estadual de Saneamento, sediado no auditório da sede do CREA-PA, reuniu empresas, instituições e profissionais paraenses com atuação direta na formulação de políticas, no desenvolvimento de projetos e na implementação de soluções voltadas ao setor nos 144 municípios do estado.
Promovido pelo Sistema CONFEA/CREA-PA e Mútua, em parceria com a Associação dos Engenheiros Sanitaristas do Pará (AESPA), o evento teve como tema central “Oportunidades, desafios e perspectivas para atuação no saneamento nos 144 municípios do Pará”. A programação contemplou diferentes áreas estratégicas, como planejamento urbano, infraestrutura, obras públicas, construção civil, mineração, agronegócio, indústria, pesquisa científica, tecnologia social e atuação em situações de emergência climática.
A mesa de abertura contou com a presença da presidente do CREA-PA, engenheira civil Adriana Falconeri; do diretor-geral da Mútua-PA e presidente da AESPA, engenheiro sanitarista Josué Rocha; do conselheiro federal representante do Pará, engenheiro civil Paulo Pinho; do coordenador de Transferências Federais da Rede de Parcerias do Ministério da Gestão e Inovação – Elo Municípios (FAMEP), engenheiro de produção industrial Fabiano Cardoso; além do prefeito de Cachoeira do Arari, Jaime da Silva Barbosa.
“Hoje existem oportunidades concretas de investimento federal para o saneamento, mas os municípios precisam estar organizados tecnicamente. Planejamento, projetos bem estruturados e equipes capacitadas são fundamentais para acessar esses recursos e transformar investimento em obras e serviços efetivos.” – Fabiano Cardoso.

Durante o evento, o Diretor Regional da Mútua-PA, eng. sanitarista, Josué Rocha, reforçou sobre a valorização da engenharia. “Valorizar a engenharia sanitária é investir em soluções duradouras. É por meio do conhecimento técnico e da atuação responsável dos profissionais que o saneamento deixa de ser promessa e se torna política pública efetiva.”

Após a abertura, o encontro seguiu com painéis temáticos que discutiram o papel do associativismo na universalização do saneamento e os desafios e oportunidades no manejo de resíduos sólidos no Pará.
No segundo dia, a programação incluiu um momento de Pitch de vendas, no qual empresas e profissionais apresentaram soluções e serviços na área de saneamento. Em seguida, novos painéis abordaram temas como licenciamento ambiental de sistemas de saneamento, perspectivas para os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos municípios paraenses e o Fórum de Saneamento: por uma cultura de cooperação, encerrando o evento.
Durante o encontro, a presidente do CREA-PA, Adriana Falconeri, destacou a importância da atuação técnica nas decisões públicas. “O cenário está mudando. Quando a engenharia participa, a técnica ganha voz, as decisões ficam mais responsáveis e a sociedade inteira sai ganhando. É hora de ocupar os espaços que sempre foram nossos”, afirmou.
O evento reforçou o papel estratégico do Sistema CONFEA/CREA-PA e Mútua, responsável por qualificar, credenciar e fiscalizar o exercício profissional, promovendo boas práticas e combatendo irregularidades na engenharia sanitária.
Texto: André Arnaud (ASCOM CREA-PA).
Fotos: Victoria Roberta (ASCOM CREA-PA).






