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Acesso em 19/05/2024 às 05h18.

Planejamento e empreendedorismo marcam o 1º Encop

As 27 coordenadoras dos Programas Mulher dos Conselhos Regionais estão em Brasília para participar da primeira edição do Encontro Nacional das Coordenadoras do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, que tem por objetivo permitir o networking, a troca de experiências, fazer um balanço dos trabalhos do ano e planejar as ações do próximo exercício.

8 de novembro de 2023, às 10h11 - Tempo de leitura aproximado: 8 minutos

As 27 coordenadoras dos Programas Mulher dos Conselhos Regionais estão em Brasília para participar da primeira edição do Encontro Nacional das Coordenadoras do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, que tem por objetivo permitir o networking, a troca de experiências, fazer um balanço dos trabalhos do ano e planejar as ações do próximo exercício. Durante a abertura, os discursos foram emocionados e expressaram gratidão pela evolução das atividades e do engajamento dos agentes envolvidos no projeto.

Presidente em exercício do Confea, eng. eletric. Evânio NIcoleit

“Hoje é um momento histórico”, emocionou-se o presidente em exercício do Confea, eng. eletric. Evânio Nicoleit. “Hoje temos 27 coordenações do Programa Nacional – o propósito inicial do Programa foi alcançado, hoje temos essa realidade”, celebrou. “Alcançamos 200 mil profissionais mulheres registradas no Sistema, ou 17%. Quando começamos, tínhamos 11% de conselheiras, hoje temos 18%”. Nicoleit explicou que o Encop passou a integrar o calendário oficial de encontros nacionais do Confea.

“Desejo um profícuo evento. Espero que debatam ações para que possamos construir um projeto de nação com a devida contribuição da Engenharia, da Agronomia e das Geociências”, disse o presidente. “Não tenho dúvida de que este 1o Encop trará contribuições, os propósitos são nobres. Discutam também como a Engenharia pode contribuir com o desenvolvimento gerando emprego e renda e dignidade para crianças que vivem contexto de violência contra a mulher. Podemos educar, aliás, temos obrigação de educar crianças, jovens e adultos para que respeitem mulheres e o exercício profissional”, completou Nicoleit.

Conselheira federal, eng. mec. Michele Costa

Para a conselheira federal eng. mec. Michele Costa e integrante do Comitê Gestor do Programa Mulher Nacional, a relevância do debate sobre equidade de gênero se evidencia em grandes ações governamentais. “O tema é tão importante que foi discutido no Enem! Muitas empresas ainda não dão a devida importância, mas aos poucos vamos dando nossos passos”, disse, antes de manifestar um tom de despedida: “meu mandato de conselheira está acabando, me afasto do Comitê, mas estarei perto de vocês. Todas têm seu espaço e seu valor, todas devem ser reconhecidas, independentemente de quem esteja em que cargo, as questões de vaidades têm que ser superadas”.

Representante do Colégio de Entidades Nacionais no Comitê Gestor do Programa Mulher Nacional, eng. amb. e civ. Liane de Moura Costa

A representante do Colégio de Entidades Nacionais no Comitê Gestor do Programa Mulher Nacional, eng. amb. e civ. Liane de Moura Costa, defendeu uma maior integração com as associações. “Temos que envolver as associações lá na ponta da linha, incentivá-las a fazer as ações, fazer essa ponte. Me disponho a ajudar no que for necessário”, disponibilizou-se. Para ela, conseguir fazer o Encop neste ano ainda foi uma vitória. “Este evento foi muito almejado!”

Representante das coordenadorias nacionais de câmaras especializadas, o eng. quím. Marino Greco

Representante das coordenadorias nacionais de câmaras especializadas, o eng. quím. Marino Greco disse ter aprendido muito ao participar por dois anos do Comitê Gestor nacional. “Falar do Programa Mulher é extremamente agradável. Tem-se visto a grande evolução. Quando vemos exemplos de empoderamento, tanto nas formas de agir dos homens, quando vemos as mulheres procurando seus direitos. Tudo é aprendizado, eu só tenho a agradecer”.

Superintendente de Integração do Sistema, geól. Silvia Aida

A superintendente de Integração do Sistema, geól. Silvia Aida, contou um pouco sobre sua decisão de prestar o concurso público do Confea, a fim de ter estabilidade na carreira e tranquilidade para poder criar os filhos pequenos. No entanto, o período de estudo para o concurso requereu renúncia de tempo com as crianças, processo que lhe causou conflito interno, indecisões e culpa. “No entanto, cuidar e servir fazem parte da nossa condição humana e independem de gênero. Para que nós, mulheres, possamos competir em igualdade na tecnologia, na Engenharia, que estão em constante evolução, precisamos de constante aprimoramento. O desenvolvimento socioeconômico de um país inclui um maior engajamento da mulher no mercado de trabalho. Desejo que todas as ideias apresentadas aqui hoje se concretizem no futuro próximo”.

Assessora do Confea eng. civ. Mariana Costa

“Foi um presente desta gestão eu poder estar membro do Comitê Gestor do Programa Mulher”, afirmou a assessora do Confea eng. civ. Mariana Costa, que fez um balanço das ações do ano: “foi tudo feito com muito carinho, desde o Encontro de Líderes, à Sessão Solene no Congresso, em junho, ao estande na Soea e termos visibilidade em dois painéis diferentes, estou muito feliz em fazer parte com vocês desta história. Agradeço por acreditarem no meu trabalho e estamos fechando com este evento que, acredito, será incrível”.

Coordenadora do Programa Mulher do Crea-SP eng. civ. Poliana Krüger

Após a dissolução do dispositivo de honra, todas as coordenadoras se apresentaram e, em seguida, uma representante de cada região apresentou ações daqueles grupos, como realização de eventos, lives, palestras, lançamentos de livros e campanhas. No Crea-GO, por exemplo, foi promovido curso de oratória para as inspetoras. No Crea-SP foram feitos relatório técnico e pesquisa sociodemográfica também. “O relatório técnico nós entregamos para o governador e para todos os prefeitos do estado de São Paulo. A pesquisa foi para saber informações como quantos negros, quantos indígenas, de quais religiões temos entre os profissionais. Os dados foram levantados até 19 de outubro. O censo vai sair agora no final do ano. Foram mais de dois mil participantes e os resultados serão nosso fechamento de 2023”, explicou a coordenadora do Programa Mulher do Crea-SP eng. civ. Poliana Krüger. “Empoderar as mulheres é empoderar toda a sociedade, e é por isso que o Programa Mulher cada vez mais vai regar todas as sementes com o respeito de cada uma e a união de todas”, concluiu.

Planejamento e empreendedorismo

No período da tarde, a conselheira e integrante do Comitê Gestor eng. mec. Michele Costa, que participa das iniciativas do PM desde o início relembrou todas as fases até que o Programa se consolidasse. Com base em sua experiência, Michele reforçou com as coordenadoras as orientações para 2024, como a importância de o Comitê indicar a coordenadora do Programa Mulher antes do Encontro de Líderes, além de montar o calendário de eventos e ações na 1ª reunião do PM do Confea e dos Creas.  A conselheira ainda reforçou a importância de promover os eventos das regiões de acordo com os fóruns regionais dos presidentes de Crea e manter os quatro Encontros Nacionais das Coordenadoras do PM. “Todas essas recomendações, visando um planejamento, são para que o Programa Mulher siga firme nos próximos anos. Meu mandato se encerra neste ano, porém sigo no Sistema como profissional e entusiasta do Programa Mulher”, finalizou.

A coordenadora nacional do programa Sebrae Delas, Renata Malheiros, compartilhou detalhes sobre a iniciativa, que fomenta e profissionaliza práticas empresariais e políticas públicas para valorizar as competências, comportamentos e habilidades das mulheres. Nos últimos cinco anos, o Sebrae atendeu 14.230.507 mulheres e prestou assistência a 3.811.892 CNPJs com mulheres como sócias ou proprietárias ativas, destacando seu compromisso com o empreendedorismo feminino.

Coordenadora nacional do programa Sebrae Delas, Renata Malheiros, e o gerente de Relações Institucionais, Renato Muzzolon

Além disso, Malheiros compartilhou com as coordenadoras estratégias e reflexões relacionadas à presença da mulher no mercado de trabalho. Durante sua apresentação, ela ressaltou a importância de evitar romantizar a imagem da “mulher-polvo”, que é aquela que desempenha múltiplas funções simultaneamente. Malheiros provocou uma reflexão sobre o fato de que as mulheres frequentemente se encontram sobrecarregadas com responsabilidades que deveriam ser compartilhadas. Além disso, a palestrante enfatizou a relevância de participar ativamente de redes, como grupos de WhatsApp, destacando que isso representa uma oportunidade de ampliar contatos, estabelecer conexões, ficar por dentro dos bastidores e ser mais visível para os líderes. Ela argumentou que fazer parte dessas redes faz parte do trabalho.

Nesse contexto de apoio e fortalecimento do empreendedorismo feminino, no dia 24 de novembro, o Crea Roraima e o Sebrae Delas-RR celebram um acordo de cooperação técnica com o propósito de promover o empreendedorismo feminino no estado. Um acordo semelhante está em andamento entre o Confea e o Sebrae, com o objetivo de alcançar metas compartilhadas entre o Programa Mulher e o Sebrae Delas, consolidando assim os esforços conjuntos para promover o desenvolvimento e a capacitação das empreendedoras. Estamos entusiasmados com o acordo em andamento entre o Confea e o Sebrae. Essa parceria de âmbito nacional permitirá uma abordagem ainda mais abrangente e impactante para o empreendedorismo feminino em todo o país nas profissões ligadas ao Sistema Confea/Crea.”, prospectou o gerente de Relações Institucionais do Confea, eng. amb. Renato Muzzolon.

Texto: Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Manoel Alves de Abreu/Confea